A palhaça mulher

Integrante da maioria na trupe, a atriz brasileira Gabriella Argento, de 42 anos, é a palhaça no Cirque du Soleil do espetáculo “AMALUNA“. E cabe ao seu personagem descontrair e desconstruir o estereótipo da mulher no mundo circense.

“No circo tradicional, a figura da mulher é a beleza. Ela está sempre parada ao lado do mágico, do lado do domador de leão, a que está no trapézio. Ela é sempre aquele ícone do inatingível, do símbolo sensual. Então, é importante poder quebrar esse paradigma tantos outros pensamentos machistas”, considera Gabriella.

Já sobre a importância de se falar sobre e promover a representatividade da mulher, Gabriella completa: “Ser palhaça ainda é uma profissão muito machista. Na América do Sul e no Brasil a gente tem muita palhaça mulher e existe um movimento feminino muito forte, com gente muito boa. Mas, mesmo assim, se você pegar a tradição dos números para palhaço eles são feitos para homens. Então, ser mulher, ser palhaça e achar um lugar dentro do maior circo do mundo para mim é incrível. E eu carrego comigo todas as palhaças que estão há cem anos lutando por um lugar ao sol.”

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